Cinco policiais militares
e dois civis do grupo Malhas da Lei são suspeitos de extorsão, tortura e
formação de quadrilha. Eles teriam espancado um homem de 35 anos, que
foi confundido com um traficante de drogas. De acordo com o delegado
Antônio Resende, titular da Delegacia do Cabo de Santo Agostinho, na
Região Metropolitana do Recife, os crimes teriam acontecido na última
quarta-feira (22), na Praia de Maracaípe, em Ipojuca, Litoral Sul do
estado.
A vítima teria sido abordada pelos policiais em um posto de gasolina, e
levada para uma mata. No local, os policiais teriam colocado um saco na
cabeça do homem e o teriam espancado. Quando um outro policial militar
chegou e percebeu que o rapaz não seria o traficante, os suspeitos o
liberaram, mas teriam apreendido a moto da vítima e pedido R$ 5 mil para
devolvê-la. Além disso, ele teria que pagar R$ 500 antecipado.
O jovem denunciou o crime ao delegado de Olinda, Renato Leão, que o
encaminhou para Resende. De acordo com o delegado do Cabo, um homem de
35 anos, que seria informante dos policiais suspeitos, foi preso e
autuado em flagrante na quinta (23), no momento em que teria ido receber
o dinheiro da extorsão. Na residência dele a polícia encontrou ainda 36 pedras de crack e seis papelotes de maconha.
O caso está sendo investigado em uma operação conjunta entre os
policiais das delegacias do Cabo e de Ponte dos Carvalhos e dos
policiais militares do 18° Batalhão de Polícia Militar. Os sete
policiais envolvidos já foram identificados e irão responder por
formação de quadrilha, corrupção ativa e tortura. De acordo com a
Secretaria de Defesa Social (SDS), foi instaurado um procedimento
administrativo disciplinar para apurar as denúncias. A corregedoria
informou ainda que está aguardando o depoimento da vítima e do homem
preso que teria intermediado a extorsão.
“Estamos investigando as filmagens do posto, em que os policiais chegam
com a moto. As investigações vão avançar no sentido de qualificar cada
conduta. Quando conseguirmos identificar as condutas, as investigações
serão concluídas”, explicou Resende, que não quis dar mais detalhes para
não atrapalhar as investigações.
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